O papel da ciência no crescimento do consumo do café

Publicado em: 01.09.2016

Veja abaixo como a ciência auxiliou o consumo do café a crescer no mercado brasileiro

O Brasil é o segundo maior mercado consumidor de café do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos, além de ser o maior produtor e exportador de grãos no cenário internacional. Mas nem sempre foi assim: há 26 anos, o país consumia ‘apenas’ 8,2 milhões de sacas de café de 60 kg. Mas se os números em 1990 não impressionavam, atualmente não se pode dizer o mesmo. Hoje esse número chega a 20,1 milhões, um aumento de cerca de 150% no consumo do grão no mercado interno.

Os responsáveis diretos por este crescimento do consumo do café são, naturalmente, os mais de 285 mil cafeicultores, em parceria com instituições como a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Embrapa Café e Consórcio Pesquisa Café. Gabriel Bartholo, gerente geral da Embrapa Café, explica: “Os trabalhos de pesquisa são fundamentais para a diversificação, melhoria da qualidade e aumento da produtividade das lavouras. Assim, é imprescindível uma parceria entre pesquisa agronômica, produtores e indústria para a melhoria da qualidade e agregação de valor ao produto, em sintonia com as demandas de mercado”.

De acordo com Bartholo, as inovações produzidas e pesquisadas pelas instituições em laboratório são colocadas em prática pelos cafeicultores no campo, o que aumenta a produtividade, diminui desperdícios e custos e fortalece a economia e o consumo do café no mercado interno. O diretor executivo da ABIC, Nathan Herszkowicz, concorda: “A contribuição da pesquisa tem sido a de melhorar as cultivares de café e incrementar a sustentabilidade e a produtividade. Isso amplia a oferta de grãos melhores, o que permite à indústria aprimorar a qualidade tanto dos cafés tradicionais quanto dos conceituados cafés superiores e gourmets”.

FONTE: Mexido de Ideias


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