Mercado: oferta de robusta preocupa, apesar da alta dos preços

Publicado em: 01.09.2016

Avaliação da Organização Internacional do Comércio mostra trajetória de alta dos preços no mercado de café

O relatório mensal referente ao mês de julho da Organização Internacional do Café (OIC) revelou trajetória de alta dos preços no mercado de café, apesar da menor intensidade e vigor. Em julho, o preço médio do grão calculado pela entidade atingiu o maior nível em 17 meses, de maneira que em relação à média do mês de junho o valor aumentou em 6%. Durante julho, o preço OIC chegou aos 137,36 centavos por libra-peso, mas mudou de tendência e terminou em 129,40 centavos no último dia do mês.

Observando o mercado, a OIC percebeu que o ritmo de exportações diminuiu, sobretudo porque a nova safra brasileira ainda vem despontando, ao mesmo tempo em que os estoques continuam em nível confortável. Junho deste ano registrou uma queda de 11,2% no volume das exportações globais. Entre os maiores produtores, os embarques caíram 10,2% no Brasil, 7,4% na Colômbia e quase inacreditáveis 62,9% na Indonésia. O relatório da OIC atualizou a estimativa de produção para a safra 2015/2016, reduzindo ligeiramente de 144,7 milhões de sacas para 143,3 milhões. “A nova estimativa se deve, sobretudo, a uma redução acentuada da produção prevista no México, que passa de 3,9 milhões a 2,8 milhões de sacas, e a uma revisão mais modesta da estimativa da produção da Nicarágua, para 1,8 milhão”, cita o documento.

Por tipo de grão, o volume projetado da variedade arábica quase não se alterou porque a queda da produção em países como México e Peru tem sido compensada por mercados como Colômbia e Honduras. A oferta da espécie robusta, no entanto, tem sido ‘menos estável’ no mercado, conforme a OIC: “Calcula-se que em 2015/16 ela crescerá 1,7% devido a melhores safras no Vietnã e Indonésia, mas as perspectivas para 2016/2017 são menos positivas”.

FONTE: Revista Globo Rural.


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